terça-feira, 24 de maio de 2016

Por defender a Família Tradicional. Ana Paula Valadão é alvo de “vomitaço” na internet



Em pouco mais de 24 horas, a postagem da cantora e pastora Ana Paula Valadão pedindo o boicote à rede de lojas C&A teve quase 500 mil “reações” – opções ao botão curtir do Facebook.

Ela postou uma foto com uma expressão de contrariedade, acompanhada de um texto onde expressava sua #santaindignação com a imposição da ideologia de gênero na campanha das lojas para o dia dos namorados. Somente no Facebook ela possui mais de três milhões e meio de seguidores, número que ultrapassa o de atores da Globo e ídolos do esporte.

O assunto logo saiu das redes sociais. Foi matéria de vários órgãos de imprensa, incluindo Veja, e Folha de São Paulo. Em pouco tempo estava na capa da maioria dos portais do país.

Horas depois da publicação de Ana Paula, a C&A publicou uma nota de esclarecimento na seção de comentários de sua página no Facebook. “A C&A reforça que o respeito à diversidade, inclusive de opiniões, sempre foi um dos princípios da marca”, afirmou a rede de lojas.

Como é comum no Brasil, a seção de comentários na página oficial da pastora virou um fórum de debates. Não faltaram ofensas a ela e todos os líderes evangélicos. Alguns fãs da cantora decidiram argumentar e defendê-la. Foram mais de 368 mil comentários, possivelmente um novo recorde para a internet brasileira.

A resposta oficial de Valadão veio com uma nova postagem. A mesma imagem do dia anterior, mas sobreposta com a passagem bíblica de 2 Timóteo 4:3-5. Nova polêmica, com mais de 25 mil comentários. Uma verdadeira campanha de ódio surgiu contra a cantora, acusada de fundamentalismo por expor versículos bíblicos e se manifestar abertamente contra a homoafetividade. 


Veja o Vídeo:


Postagens antigas de Ana Paula começaram a ser vítimas de um “vomitaço”, uma tática virtual que visa demonstrar o descontentamento diante de determinado conteúdo. O que está acontecendo com Ana Paula é só mais uma demonstração que essa guerra ideológica nas mídias sócias não deve acabar e só tende a se acirrar no futuro.


Sem título

Entenda o “vomitaço”

A figurinha do vômito, opção de comentário de todo usuário de Facebook passou a ser uma espécie de símbolo. Desde que assumiu a presidência, toda postagem do perfil de Michel Temer passou a ser alvo desses vomitaços virtuais. Trata-se de uma maneira de indicar protesto, característico de pessoas que não possuem argumentos. Em poucos dias, a tendência se espalhou para todo aquele que não está de acordo com o que é considerado “politicamente correto”.
Quem acompanha o cenário político do Brasil nos últimos anos certamente lembra que o surgimento da guerrilha virtual no país foi uma criação do PT ainda no primeiro mandato de Lula. Idealizado pelo jornalista Franklin Martins, então ministro da Comunicação, os Militantes de Ambiente Virtual (MAV) começaram a organizar uma série ataques aos inimigos políticos do petista, ao mesmo tempo em que teciam elogios aos aliados.  Em pouco tempo, a coisa tomou volume acompanhando a popularidade crescente das redes sociais no país.
Na campanha de 2014 estima-se que eles eram mais de 100 mil. Embora seus organizadores fossem (bem) remunerados, multiplicou-se o número de pessoas que faziam isso por ideologia. Paralelo à ascensão dos MAVs, surgiram diversas páginas de Facebook e blogs que passaram, de certa forma, a influenciar a opinião e ditar o comportamento de milhões de usuários da internet no país.
Sua agenda era bem clara, todas as causas liberais eram “positivas” e sinais de “evolução da sociedade”.  Sendo assim, popularizaram as bandeiras do feminismo e do movimento LGBT. Todo esse movimento virtual passou a ser impossível de dimensionar, pois passou a utilizar “bots” – softwares que replicavam opiniões e postagens, além de adicionar curtidas.
Com o início do processo de impeachment, além de reproduzir o discurso do “golpe”, as baterias se voltaram para os defensores do processo de afastamento. Estabeleceu-se então uma nova guerrilha, desta vez contra os conservadores. Os evangélicos, conservadores por natureza, passaram a ser muito mais atacados do que o de costume.

Fonte: Gospel Prime

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