segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Estudo afirma que o cérebro das pessoas religiosas é menos suscetível a desenvolver doenças como a depressão


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Columbia, nos EUA, revelou que a anatomia cerebral das pessoas religiosas as torna menos propensas a desenvolver a depressão. Segundo o estudo, pessoas que nutrem sentimentos religiosos tendem a ter um córtex cerebral mais espesso o que, segundo os cientistas, proporciona um risco menor de desenvolver depressão do que as não religiosas.

- Nossas crenças e nossos humores são refletidos no cérebro, e com novas técnicas de imagem já é possível observá-los – comentou Health Myrna Weissman, professora de psiquiatria e epidemiologia da Universidade de Columbia.

- O cérebro é um órgão fantástico. Não só nos controla, mas é controlado por nossos humores – completou a professora, segundo a Reuters.

Dados revelados por estudos anteriores já haviam mostrado a relação entre depressão e religiosidade, mostrando que entre pessoas com predisposição genética à depressão, as religiosas podem ter um risco até 90% menor de desenvolver o transtorno do que as demais.

Esses dados levaram os pesquisadores ao estudo atual, que estudou 103 pessoas de 18 a 54 anos, parte delas com predisposição genética para a depressão – ou seja, com histórico da doença na família.

Os voluntários do estudo foram acompanhados por cinco anos, durante os quais os cientistas acompanharam a importância da religião em suas vidas e a frequência com que foram a igrejas e outros templos religiosos. Além do estudo de seus aspectos religiosos, os voluntários foram também submetidos a exames de ressonância magnética, de forma a estudar sua anatomia cerebral.

Os resultados do estudo, publicado no periódico JAMA Psychiatry, mostrou então que, entre os voluntários estudados, aqueles que davam mais importância às questões religiosas e espirituais possuíam um córtex mais espesso em algumas áreas do cérebro. Essa tendência se mostrou ainda mais forte entre aqueles que tinham histórico de depressão na família.

Os cientistas observaram ainda que tal relação não foi influenciada pela frequência com que as pessoas estudadas iam a igrejas ou templos, mas sim com a importância que elas davam para o assunto em suas vidas.

Fonte:Por Dan Martins, para o Gospel+

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