quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Apesar da proibição, evangélicos russos avisam que continuarão evangelizando

 
Os evangélicos da Rússia disseram que estão determinados a pregar o Evangelho e cumprir a Grande Comissão, mesmo com as novas leis sancionadas pelo presidente Vladimir Putin. A legislação proíbe a evangelização fora das igrejas.
O Centro Eslavo para Lei e Justiça, organização que luta pelos direitos humanos, afirma que eles encontrarão novas maneiras de realizar o trabalho missionário.
Milhares de igrejas em toda a Rússia fizeram campanhas de oração e jejum em julho, pedindo a Deus contra a lei assinada por Putin. A justificativa do governo é que o objetivo de restringir a propaganda religiosa seria impedir a propagação do terrorismo e do extremismo, pois se aplica a todas as fés, incluindo o islamismo.
A lei proíbe todas as atividades evangelísticas fora do espaço de culto. Portanto, cristãos não podem compartilhar sua fé com os outros livremente, nem mesmo na internet. Quem desobedecer terá de pagar multas que podem chegar a R$2.500. Se for uma organização, o pagamento será de até R$ 45 mil. Caso seja estrangeiro, será deportado.
O Centro Eslavo e outras organizações similares estão analisando as implicações da lei russa na violação da liberdade de consciência, bem como as maneiras como missionários podem continuar trabalhando no país de maneiras legais.
Seu porta-voz Vladimir Ryakhovsky pediu que os cristãos não “sucumbam ao pânico quando [o governo] ameaça-los com todo tipo de histórias de terror.”

Líderes missionários se manifestam

Hannu Haukka, presidente da Ministério Grande Comissão denuncia que a nova legislação é o movimento mais restritiva à liberdade religiosa na “história pós-soviética”.
“Esta nova situação assemelha-se a União Soviética em 1929, quando falar de fé era algo só permitido dentro da igreja”, explica Haukka. “Em termos práticos, estamos de volta na mesma situação.”
O pastor Sergey Rakhuba, presidente da Missão Eurásia, conta que isso gerou preocupação nas sete denominações autorizadas a funcionar no país. Os evangélicos russos são menos de um por cento da população.  “Não nos impedirão de adorar e compartilhar nossa fé. A Grande Comissão não vale apenas para os tempos em que há liberdade”, asseverou.
O presidente da Comissão Internacional Sobre Liberdade Religiosa, Thomas J. Reese, também criticou a lei, avisando que ela “tornará mais fácil para as autoridades russas reprimir as comunidades religiosas, sufocando-as e prendendo pessoas”. Para ele, isso viola “os direitos humanos e os padrões internacionais de liberdade religiosa.” Com informações de Christian Post

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