quarta-feira, 10 de junho de 2015

Perseguição religiosa tira a vida de 10 cristãos por dia em todo o mundo, diz Portas Abertas


A perseguição religiosa contra cristãos, que praticamente é ignorada pelos grandes veículos de mídia, tira a vida de 10 fiéis todos os dias, de acordo com um relatório divulgado pela Missão Portas Abertas.

“A perseguição é todo tratamento injusto sofrido pelos cristãos por causa de sua fé. Não apenas a violação do direito de escolher sua religião, mas de discriminação”, resumiu a Portas Abertas no relatório, que aponta que 150 milhões de cristãos são perseguidos no planeta.

O site espanhol Te Interessa repercutiu o relatório da Missão Portas Abertas, e destacou que atualmente 332 cristãos morrem todos os meses por causa de sua fé em Jesus, o que representa uma média superior a 10 mortes todos os dias.

Esses casos não são fruto do acaso, mas resultado de uma ação planejada e organizada, com diferentes níveis de opressão e violação dos direitos fundamentais, como negar acesso à educação e ao trabalho por causa da fé. O resultado é que cristãos são tratados como cidadãos de segunda classe em muitos países.

Ron Boyd-MacMillan, diretor de pesquisa e estratégia da Portas Abertas afirma que “há quatro fontes de perseguição no mundo: o extremismo islâmico, a opressão comunista, o nacionalismo e a intolerância religiosa e secular”.

“A principal mudança observada ao longo dos últimos 30 anos tem sido a substituição da opressão comunista pelo extremismo islâmico como o principal perseguidor dos cristãos ao redor do mundo”, disse Ron, frisando que as demais forças de opressão continuam relevantes: “A Coréia do Norte, sob o regime stalinista, continua a ser o país mais perigoso para os cristãos, e a maior comunidade que persegue os cristãos é a China”.

O diretor da Portas Abertas falou sobre a perseguição protagonizada pelo Estado Islâmico contra cristãos no Iraque e na Síria, e destacou o caso da cidade de Mosul, no Iraque, conhecida por sua maioria cristã, mas que depois da intervenção dos terroristas, foi praticamente esvaziada. Pela primeira vez em 1.600 anos a Igreja Católica foi impedida de realizar uma missa no local.

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