segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pastor Silas Malafaia nega informações sobre sua fortuna publicadas pela revista Forbes, e afirma se tratar de uma “safadeza inescrupulosa”



Na última quinta feira a revista Forbes divulgou uma lista dos líderes evangélicos mais ricos do Brasil. Escrita pelo jornalista Anderson Antunes, a reportagem apresenta a religião como um negócio rentável, e afirma que a teologia da prosperidade é o pilar das igrejas evangélicas mais bem sucedidas do Brasil.

Antunes afirma ainda que crescimento das igrejas evangélicas no Brasil tem uma forte ligação com o crescimento econômico do país, pois essa serviria como um caminho para os fiéis se mostrarem gratos por seu sucesso financeiro, ou até mesmo vivê-lo sem culpa.

Porém, as informações publicadas pela revista causaram reações negativas por parte de pastores evangélicos e instituições ligadas a eles. O pastor Silas Malafaia, apontado pela lista como o terceiro pastor mais rico do país, divulgou uma nota através da assessoria de comunicação na qual repudiou a matéria e afirmou que a mesma não se baseia em dados verdadeiros.

De acordo com Malafaia, a Polícia Federal não tem poder para fornecer tais dados, como informado pela reportagem e mesmo a Receita Federal, órgão responsável por tais informações, só poderia fazê-lo mediante permissão judicial.•.
- É uma afronta dizer na reportagem que a informação foi dada pelo Ministério Público do Brasil e pela Polícia Federal, instituições tão respeitadas, mas que, legalmente falando, não têm o poder de fornecer essas informações. A instituição legal para fornecer esses dados é a Receita Federal, que também não pode informar o patrimônio de ninguém a não ser por permissão judicial. – afirmou.

O pastor se manifestou ainda através do Twiiter e de seu site, através dos quais classificou a reportagem da Forbes como sendo uma “safadeza inescrupulosa”.

Afirmando que acionaria a revista judicialmente por causa da reportagem, o pastor disse ainda que divulga abertamente seu patrimônio e que, mesmo se somados os patrimônios de todas as instituições ligadas a ele, não teria nem mesmo a metade do valor de R$ 150 milhões informados pela revista. Ele afirmou ainda que a reportagem é parte de um trabalho midiático para criar uma imagem pública negativa dos líderes evangélicos. Malafaia afirma ainda que esse “jogo” é movida por pessoas que teriam um “medo danado” do crescimento da igreja evangélica.

- O que está em jogo é uma mensagem para criar na sociedade preconceito contra pastores e igrejas evangélicas, dando a entender que os pastores se locupletam de “um bando de imbecis e idiotas” que doa dinheiro para pastor. – declarou Malafaia.

O presidente da Associação Brasileira dos Juristas Evangélicos, ANAJURE, Dr. Uziel Santana, também se posicionou acerca da reportagem. Diferente de Malafaia, que atacou a veracidade das informações, Santana chamou a atenção para uma possível quebra de sigilo bancário dos líderes evangélicos mencionados.

- Isso é tão violento, quanto fazer mercancia da fé, enganando os que têm menor discernimento da realidade. Certamente, dois abusos a serem coibidos, inclusive penalmente. Certamente, dois ilícitos que mitigam princípios basilares do Estado Democrático de Direito – afirmou Uziel Santana, sobre a possível divulgação de dados confidenciais dos pastores.

Em sua reportagem, Anderson Antunes falou ainda sobre a concessão de passaportes diplomáticos a pastores evangélicos, comentando que tais líderes são sempre cortejados por políticos na época de eleições.

FONTE: Gospel +


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