quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Rachel Scheherazade critica processo de ativistas gays contra Feliciano: “Crime premeditado”



A jornalista Rachel Scheherazade comentou o processo movido por duas ativistas gays contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por causa do episódio do “beijaço gay” em um evento evangélico realizado em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, em 2013. Para ela, houve “crime premeditado”.

Na ocasião, Joana Palhares, 19 anos, e Yunka Mihura, 21 anos, se beijaram em público durante o culto ao ar livre, e a pedido do pastor, guardas municipais conduziram as duas à delegacia. A voz de prisão, à época, repercutiu amplamente em diversos veículos de mídia.

No processo movido pela dupla pede-se uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais e supostas agressões sofridas enquanto eram retiradas do local pelos guardas.

Para Rachel Scheherazade, as ativistas gays cometeram três crimes ao se beijarem durante o culto: “Escarneceram de um líder religioso publicamente por motivo de suas crenças; interromperam uma liturgia e ainda por cima ofenderam um ato religioso, no caso o próprio culto”.

A jornalista tomou como base o artigo 208 do Código Penal para analisar a atitude das jovens ativistas, e afirmou que o “beijaço” foi premeditado, pois elas haviam convocado seus pares para o “protesto” contra Feliciano dias antes através do Facebook.

Scheherazade disse que a voz de prisão dada por Feliciano às jovens foi baseada neste mesmo artigo, que classifica como crime o escárnio público “por motivo de crença ou função religiosa”, ou ainda, “impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso”.

Claramente contrária ao protesto, Scheherazade afirmou que “se houve ofensa no lamentável episódio do ‘beijaço’, ela não partiu dos cristãos. Esses são os ofendidos”, e acrescentou que se a dupla pretendia protestar contra o deputado Marco Feliciano, erraram de cidade: “Há hora certa e lugar propício para tudo. Se as meninas queriam protestar contra o deputado Feliciano que fizessem seu ‘beijaço’ no Congresso, que é a casa do povo. O culto religioso é a casa de Deus, protegida inclusive pelas leis dos homens”.

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