quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quem é o covarde?




Covarde! 

Definição. Covarde: 3. Desleal, traiçoeiro. Covardia: 2. Ato desleal que atinge apenas os mais fracos. (FERREIRA, Aurélio B de H. Miniaurélio Século XXI Escolar. RJ: Nova Fronteira, 2001.). Por Ezequiel da Silva Para a psicologia, a covardia, em suma, é uma das facetas da falha de comportamento humano: inseguros, medrosos, egocêntricos, etc.

 A Dra. Adriana Nogueira no blog psicologia dialética, ressalta sobre os covardes o seguinte: “cansados e lentos sob o peso de tanto pensar e fantasiar, estes indivíduos têm uma particular atração para criticar quem ousa agir, ora expondo seus raciocínios ‘lógicos e sensatos’, ora semeando dúvidas insidiosas que atacam a autoestima alheia. […] Enquanto o covarde tem baixa autoestima, o corajoso não pensa demasiadamente em si. Ele enxerga além. 

Se parasse para considerar todos os pequenos interesses de seu próprio ego, o corajoso perderia o impulso do moto progressivo e naufragaria rapidamente”. Ghandi já dizia: “um covarde é incapaz de demonstrar amor…”. Covarde não é somente uma pessoa, insegura medrosa, que não tem coragem para enfrentar seus medos e fantasmas.

 Numa análise pessoal de vida, penso que o covarde é um ser amargo, solitário, derrotista, invejoso, dissimulado, fingido, autodestrutivo e traiçoeiro. Às vezes, se mostra como inimigo velado, que não mostra a cara. Para aparecer de bonzinho aos olhos da sociedade ou comunidade em que vive. Em todos os segmentos da vida, na sociedade, existiram, existem e sempre vão existir os covardes. São como ervas daninhas que crescem e sugam a seiva das plantas viçosas e florescentes, até que elas morrem secas, apodrecidas.

 O covarde é como a sanguessuga que se nutre das ideias, virtudes ou fracassos de outras pessoas. E, não raramente, se intitulam dono da ideia de outrem. Apesar de seu espaço adquirido, não tem convivência segura e duradoura no grupo social. A qualquer hora, ele pode romper os laços que o seguram naquele grupo. Mas, a pior classificação do covarde é sua tendência consciente ou inconsciente para a deslealdade.

Os covardes não são de confiança, embora estejam no contexto social em que vivem não podem ser isolados. São sempre policiados. São aqueles que, via de regra, produzem vazamentos de segredos pessoais, industriais, empresariais, etc. Os que atacam a dignidade de uma pessoa, sem se importar com os resultados maléficos que possam produzir. E em alguns casos, conscientemente, agem somente para terem a satisfação de rirem ou tripudiarem sobre a pessoa atingida.

 Covarde é aquele que concorda com a maioria e depois, entretanto, fala mal, por trás, do projeto alheio. Critica o colega, o líder, o patrão, o chefe, mas sempre que pode dá “tapinhas nas costas”, chama para comer junto, e até quer fazer “selfies” com eles, para postar nas redes sociais. A hipocrisia, o fingimento é sua marca registrada.

 Não vou entrar no mérito teológico. Todavia, o que dizer de Judas Iscariotes, que no prato comia com Jesus e o traiu com um beijo. E ainda Absalão que roubava o coração do povo, á revelia do velho rei Davi, seu pai. E Jacó que enganou seu velho pai Isaque, na busca da bênção da primogenitura. E os fariseus e saduceus que, sempre tentavam pegar Jesus em alguma fraqueza. 

Podemos apontar Diótrefes, que João, o apóstolo, em sua 3ª carta, reclamou que ele queria roubar o seu lugar como Primaz da Igreja. O covarde, se ver alguém começar a crescer, prepara ciladas ferinas contra ele, espalhando boatos caluniosos, sem ter a decência de conferir se o fato é verdadeiro, consumido pela inveja por não ter o talento e a capacidade que o outro tem. Todavia, os covardes, dificilmente, enganam por muito tempo, logo são descobertos. No entanto, eles não têm vida longa, por serem autodestrutivos. Acabam por sentir a foice da morte muito cedo. E neste caso, não precisa ser morte física. Falo de suicídio social. Eles se autodestroem com seus artifícios, fantasias e malefícios. Isolam-se, aniquilam-se do grupo social em que vive. Seja no trabalho secular, na comunidade de amigos, ou na igreja. Os covardes pensam que enganam alguém, escondendo-se atrás da cortina de fumaça da hipocrisia. Ledo engano. É por pouco tempo, logo a máscara cai. 

Tenho percebido, nesse tempo de parca experiência, que em alguns casos, os covardes são migratórios. Acabam os seus malfadados “serviços” em um lugar ou grupo social, onde deixam o ambiente em que viviam, quase ou todo destruído, e saem para procurar outro ambiente onde possam proliferar as suas nefastas atitudes, fruto de sua falha de comportamento. 

Não tenho, com este artigo, o objetivo colocar “carapuça” em quem quer que seja. Contudo, meu desejo é ajudar o ledor a fugir deste comportamento pernicioso e maligno. Seja natural, seja você mesmo. Trabalhe com os seus próprios talentos, dons, capacidades e habilidades e verá que “o vosso trabalho tem uma recompensa”. Uma pergunta: Será que tem este tipo de comportamento no segmento cristão ou religioso?

 Ah…! Que Deus nos livre da maligna, perniciosa e diabólica covardia! 

Sobre Ezequiel da Silva

Ezequiel da Silva
Capixaba, natural de Vitória, Espírito Santo; Casado com a Missª Elizabete Corrêa e tem um filho rapaz (Ebner Corrêa, trompetista da igreja). Pastor evangélico, educador cristão, palestrante, pregador do Evangelho, ordenado em 1996, pela CADEESO/CGADB. Líder da Igreja Assembleia de Deus Central em Cachoeiro de Itapemirim-ES desde 1999. Bacharel em Direito, pela FDCI. Formado em Teologia Cristã pelo Seminário Teológico Evangélico Batista; Bacharel em Teologia Pastoral pela FATEFI.
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